“Meu Alentejo não tem Mar” – Cláudio Espada

Cláudio Espada estreia-se com “Meu Alentejo não tem Mar”: uma ode íntima às raízesFeche os olhos por um instante. Sinta o ar quente que paira sobre as planícies, o tempo que se alonga no silêncio e a memória que insiste em ficar.
É nesse cenário que Cláudio Espada, cantor e compositor nascido em Évora, te convida a entrar. “Meu Alentejo não tem Mar” é o seu primeiro single, e chega como quem abre a janela da própria casa: com verdade, delicadeza e um profundo sentido de pertença.A canção nasce da vila de Azaruja — terra de cortiça, de curiosidade, de ciência… e do coração do artista. Não há mar na paisagem, mas há horizonte.
E é justamente dessa ausência que brota a canção: um retrato sensível do Alentejo interior, onde o espaço não é vazio, é ressonância; onde a distância não afasta, aprofunda; onde cada caminho de terra guarda um nome, uma lembrança, uma história.
“Meu Alentejo não tem mar, mas é vasto em emoção.” – A frase poderia ser uma legenda, mas é a espinha dorsal do tema: identidade, memória e raízes.Musicalmente, Cláudio escolhe a delicadeza. Ouvem-se ecos da canção portuguesa, um pé no acústico e outro no contemporâneo. Tudo respira — nada corre. Há um timbre que confidencia e um arranjo que abraça, compondo uma atmosfera nostálgica e poética. É música que não pede pressa: pede presença. Daquelas que você escuta com a luz baixa, deixando as imagens da sua própria terra emergirem.Se você valoriza canções que olham para dentro, que dizem mais pelo que sugerem do que pelo que gritam, “Meu Alentejo não tem Mar” é para você.