João Campos, regressa com o álbum “ALAS”

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Solitário, o projeto pessoal de João Campos, regressa com o álbum “ALAS”. O disco marca o renascimento de um processo criativo interrompido pela reorganização profunda da vida pessoal do músico, que se tornou pai durante a pandemia e viu o seu espaço mental transformado.

O projeto nasceu em 2020, quando, num mundo virado do avesso, João se afastou das guitarras de Her Name Was Fire e Gula para mergulhar nos sintetizadores e novas formas de expressão. Dessa fase nasceram o EP Temporal e, mais tarde, quatro singles que abriram caminho ao novo álbum.

Composto e produzido em Helsínquia, onde o artista vive desde 2019, “ALAS” nasceu entre o frio do Norte e a memória quente do Sul — uma ponte emocional entre dois territórios. A distância reforçou o olhar crítico e vulnerável sobre as tensões portuguesas presentes nas letras, como se evidencia em temas como “Filhos de Abril”.

O próprio título ganhou novo significado quando João descobriu que “alas”, em finlandês, significa “ir para baixo”. Uma coincidência que se tornou metáfora perfeita para um projeto guardado no fundo da vida até encontrar o momento certo para regressar à superfície.

Enquanto obra, “ALAS” explora a dualidade entre interior e exterior, atravessando relações partidas, ansiedade digital, desgaste criativo e a sensação moderna de estar sempre sob pressão. Entre crítica, pausa e procura de luz, o álbum constrói uma narrativa de resistência e reconstrução.

O panorama da música urbana lusófona acaba de ganhar um novo capítulo de introspecção e energia com o lançamento de “Amigos Como Sempre”, o mais recente single de Solitário. A faixa, que já se encontra disponível em todas as plataformas digitais, mergulha nas complexidades de um relacionamento que oscila entre a paixão e a amizade, embalado por uma produção vibrante e eclética.

A Sonoridade: Onde o Rock Encontra o Hip-Hop

“Amigos Como Sempre” é uma fusão de géneros que desafia rótulos. A faixa abre com uma base de Pop-Punk/Alternative Rock nostálgica, marcada por guitarras enérgicas, que rapidamente evolui para uma cadência urbana onde o Hip-Hop toma as rédeas.

A transição entre o refrão melódico e o “flow” rítmico dos versos demonstra a versatilidade de Solitário como compositor e intérprete, capaz de entregar vulnerabilidade emocional e agressividade técnica na mesma medida.

A faixa condensa o ADN emocional do disco: tenso, honesto e de um imediatismo desarmante.

Destaques da Faixa:

Refrão Orelhudo: Uma melodia viciante desenhada para ser cantada a plenos pulmões em concertos.

Contraste Dinâmico: A alternância entre momentos explosivos e versos mais crus e directos.

Produção Impecável: Um som robusto que equilibra instrumentos orgânicos com a estética digital moderna.

Sobre Solitário:

Com uma identidade visual e sonora distintiva, Solitário tem vindo a traçar o seu caminho na cena musical através de letras honestas e uma mistura audaciosa de influências. “Amigos Como Sempre” consolida o artista como uma das vozes mais interessantes para ficar atento.

O single “Amigos Como Sempre”, chega-nos com a participação de PH, que acrescenta um verso feroz e direto, elevando a intensidade do tema.

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